Formulário de Busca

Cadê o verão?

Sex, 03/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

O verão na Amazônia começa quando para de chover, quando a precipitação tem uma queda significativa. A chuva que caiu em Manaus hoje de manhã sugere que apesar das altas temperaturas das últimas semanas - 32° às 7 da manhã - o verão ainda não acabou.

Essa é maior cheia dos últimos 100 anos e atingiu, até agora, 29,77 metros, oito centímetros a mais do que a enchente de 1953.A diferença é que, em 53, o rio parou de encher em junho. Apenas 20 enchentes foram até o mês de julho, indicando que essa relamente é gigante.

O comportamento do rio e o clima quente são típicos do final de cheia, disse ao jornal A Critica de Manaus, Marco Oliveira, do Serviço Geológicodo Brasil. Mas esse padrão já tinha sido observado no início de junho, quando pensou-se pela primeira vez que o rio iria começar a descer. O que não aconteceu.Vieram mais chuvas e houve um repique, com um registro de 30% a mais do observado nos últimos anos.

No Porto de Manaus, há um quadro demonstrativo que marca, com a data de cada ano, o nível máximo do rio em cada cheia. Assim que o rio Negro baixar,a marcação desse ano será incluída. Resta saber onde.

rodrigobaleia_02-07-09_1242-copia.jpg
©Greenpeace/Rodrigo Baleia

rodrigobaleia_02-07-09_1259-copia.jpg
©Greenpeace/Rodrigo Baleia

Tudo como d´antes

Sex, 03/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

A audiência pública da comissão de agricultura do Senado na Assembléia Legislativa do pará, em Belém, transcorreu exatamente como previa o Greenpeace. Não houve debate, mas lamúrias, enxurradas de ofensas e tentativas de terrorismo, insinuando que exigir a necessidade de adequar a pecuária do estado à legislação ambiental é o mesmo que produzir fome. O Greenpeace foi taxado de covarde por não comparecer à audiência – coisa de resto inútil porque em nenhum momento os ruralistas queriam o debate. O Ministério Público Federal, que entrou com 21 ações contra a indústria local da pecuária pedindo indenizações que somam 2, 1 bilhões de reais, foi taxado de irresponsável e ouviu apelos para suspender os processos, diz reportagem da Folha de S. Paulo (só para assinantes). O Valor (só para assinantes) registrou que o Procurador Chefe da República no Pará, José Potiguar, disse que as ações contra os pecuaristas não serão suspensas e serão estendidas à outros estados.

Será que agora vai?

Qui, 02/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized | tags , , , , ,

Há rumores que os fazendeiros do Pará estão prestes a assinar do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao MPF. Após o encontro de ontem com a governadora, parece que agora os pecuárias finalmente chegaram a um acordo e vão selar a paz da produção de gado do estado. Pelo menos é isso que reporta o jornal paraense O Liberal de hoje.

Na última reunião com o MPF, o governo do Pará pediu que as recomendações, direcionadas a empresas e frigoríficos, para que parassem de comprar gado de fazendas com desmatamento ilegal fossem suspensas por 60 dias. Apesar de o governo reconhecer o problema e se comprometer com o desmatamento zero, o Ministério Público não aceitou a proposta. De acordo com procurador, Daniel Azeredo, ainda falta o estado mostrar sua capacidade orçamentária e os prazos para realizar medidas como a regularização fundiária e o licenciamento ambiental.

10 frigoríficos e três curtumes também prometem assinar o documento. Os frigoríficos que quiserem se adequar às leis precisam cumprir uma série de medidas, entre elas, garantir o controle de sua cadeia produtiva.

Vamos ver se a nova proposta do TAC agrada aos procuradores do MPF.

Não há segurança

Qui, 02/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized | tags , ,

Diante do que aconteceu na audiência pública (saiba mais nos posts abaixo), o Greenpeace considerou inútil comparecer à audiência de hoje em Belém. A perspectiva era a de ficar horas ouvindo novamente ameaças e impropérios de políticos que estão apenas interessados em posar para seus currais eleitorais no Pará. Além disso, havia também uma preocupação com a segurança de todos os participantes da audiência em Belém. Os sindicatos rurais do estado e a Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) estavam convocando, com tons hostis, manifestações para hoje na capital paraense.

Levando-se em conta a virulência do discurso dos deputados ruralistas ontem na Câmara, o Greenpeace foi obrigado a considerar a possibilidade de haver violência. A direção da Ong enviou ofício ao governo estadual pedindo garantias e reforço policial. Não obteve resposta. O presidente da comissão de agricultura do Senado, Valter Pereira (PMDB-MS), também não tinha obtido, até o meio da tarde de ontem, qualquer resposta do governo estadual sobre a questão da segurança em torno da reunião.

O Greenpeace reitera que continua aberto ao debate sobre meios para modernizar a indústria da carne brasileira, a fim de prepará-la para uma competição cada vez mais renhida por mercados internacionais e evitar que o gado continue a ser o principal vetor de desmatamento na Amazônia.

O papo furado paraense para não cumprir o que diz o MPF

Qua, 01/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

Pecuaristas se reúnem agora a tarde com a governadora Ana Júlia Carepa para tentar contornar as recomendações do MPF e finalmente chegar a um acordo.

O papo furado paraense para não cuprir o que diz o MPF fica mais criativo a cada dia. Depois do pedido negado do governo do Pará para que o MPF suspendesse por 60 dias as recomendações, direcionadas a empresas e frigoríficos, para que parassem de comprar gado de fazendas com desmatamento ilegal, o que já é um absurdo, os pecuaristas paraenses se superam e sugerem proclamar a independência do Estado. No jornal, O Liberal de hoje, o presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faepa), Carlos Xavier, diz que vai pedir que o governo do Estado ’se junte ao movimento cabano para dizer ao Brasil que tem responsabilidade no uso das florestas’. ‘Não queremos a interferência do Brasil no nosso Estado’, disse Xavier. Os pecuaristas estão animados com a reunião da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Congresso Nacional que aocntece amanhã e espera contar com a participação de mais de quatro mil pessoas de todas as regiões do Pará, para debater a crise causada pela recomendação do MPF à carne do Estado.

O procurador Daniel Azeredo reafirma que o único jeito dos frigoríficos se adequarem às leis é cumprindo uma série de medidas, entre elas, garantir o controle de sua cadeia produtiva.

Comissão do Meio Ambiente - final

Qua, 01/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

Depois de mais de seis horas, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara encerrou os debates sobre a implantação de um sistema de rastreabilidade do gado. Entre os convidados a falar, estavam Paulo Adario, do Greenpeace, Reihold Stephanes, ministro da Agricultura, Daniel Azeredo, do Ministério Público Federal do Pará, Sussumu Honda, da Associação Brasileira de Supermercados (Abas) e Otávio Cançado, da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne. Exceto por Cançado, que preferiu fazer seu setor posar como injustiçado, os convidados da Comissão, em geral, apontaram para os graves problemas ambientais da Amazônia e maneiras de resolvê-los.

Stephanes repetiu seu mantra de que não é preciso se derrubar mais uma árvore para aumentar a produtividade agropecuária brasileira. Disse ainda que em no máximo seis meses, o Pará vai ter um sistema de rastreabilidade de seu gado. Adario mostrou a importância da preservação da Amazônia como parte dos esfoços brasileiros para combater a crise do clima e reiterou que o Greenpeace é a favor do desmatamento zero. Disse também que o brasil, para ser grande, precisa mudar. “Se nós não mudarmos a maneira como produzimos, corremos o risco de dar um tiro no pé”, afirma Adario. “O relatório do Greenpeace tem o objetivo de alertar o Brasil sobre essa necessidade, senão corremos o risco de perdermos mercados lá fora”.

O procurador federal Azeredo mostrou o tamanho da ilegalidade na produção agropecuária paraense. Lá, das 220 mil propriedades rurais existentes, apenas 69 têm licença ambiental que as habilita a funcionar. O presidente da Abas apontou que o Brasil mudou e a questão ambiental tornou-se fundamental. Contou que hoje o consumidor brasileiro, quando vai ao supermercado comprar carne, quer saber se ela veio de boi pirata.

Quando os convidados terminaram de falar, a presidência abriu o plenário para debates. Os ruralistas se apossaram do microfone por mais de três horas. Infelizmente, não para debater a questão da rastreabilidade e o relatório do Greenpeace sobre o gado, mas para fazer pose para seus currais eleitorais. Disseram-se contra a rastreabilidade, reclamaram de injustiça, choraram perseguição do MP e invocaram o nacionalismo para defender o desmatamento. Mas atacaram também, e muito. Chamaram o Greenpeace de mentiroso e criminoso, acusaram os procuradores de abuso de poder e prometeram retaliações tanto contra um, como contra o outro. Em nenhum momento rebateram as denúncias do relatório do Greenpeace, sinal eloquente de que o que está lá escrito é um retrato fiel da realidade do gado na amazônia.

Comissão do Meio Ambiente - parte 5

Qua, 01/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

Abelardo Lupion, do DEM-PR, fez muitas ameaças em seu discurso na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Chamou o Greenpeace de bando de criminosos e diz que vai propor um projeto de fiscalização para dar à Comissão poderes de CPI. Com ele, quer que a Comissão apure como o Greenpeace se financia, se os dados do relatório da Ong sobre o gado na amazônia são verdadeiros e como teve acesso às informações. Também reservou algumas gentilezas aos procuradores federais, dizendo que um deles, Daniel Azeredo, teria uma grande carreira pública pela frente, prometeu denunciá-lo ao Conselho Nacional do Ministério Público por abuso de poder e entrar com um pedido de perda de função. Além disso, afirmou que trabalhará para reviver no Congresso a tramitação da lei da mordaça, que restringe o trabalho do Ministério Público. Lupion ameaçou e, tão logo calou a boca, foi embora do plenário.

Comissão do Meio Ambiente - parte 4

Qua, 01/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized | tags ,

Antonio Feijão (PSDB/AP) pediu que os diretores do Greenpeace saíssem da audiência pública algemados porque o relatório do gado atingiu a produção de carne do país. Disse que os paraenses deveriam iniciar uma rebelião contra o Ministério Público Federal. O pior é que Feijão não está sozinho em seus disparates. Outro deputado que disse que o Greenpeace deveria ser proibido de frequentar o Congresso Nacional. Marcos Moraes, ruralista mineiro, foi contra. Disse que o Congresso já tinha ouvido pedófilos e até traficantes. “Por que não o Greenpeace?”, perguntou, tentando comparar a ONG ambiental ao tráfico de drogas e a pedofilia. Baixo nível!

Juntos pela Amazônia

Os deputados ambientalistas fugiram do debate na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara sobre a rastreabilidade do gado, mas as ongs continuam firmes! Além do Greenpeace, permanecem no plenario representantes da SOS Mata Atlântica, Isa e Amigos da Terra.

Comissão do Meio Ambiente - parte 3

Qua, 01/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados, disse que agora os consumidores perguntam se a carne que vão comprar é de boi pirata. Isso basta, na opinião dele, para indicar que as coisas mudaram radicalmente. Há 30 anos, o negócio era ocupar a Amazônia. ‘Hoje, a questão fundamental é o meio ambiente’, disse

E a audiência foi aberta para debates. Os deputados pró-meio ambiente deixaram o plenario. Só ficaram os ruralistas. O primeiro a falar foi Moreira Mendes (PPS/RO). Ao invés de debater, Mendes resolveu vociferar, repetindo a velha cantilena de que o Greenpeace defende interesses internacionais e que os procuradores federais são jovens e irresponsáveis. Mendes acha que ele é quem defende os interesses nacionais.

Pobre boi
Valdir Colato (PMDB/SC) fez menção ao título do relatório do Greenpeace, ‘A Farra do Boi na Amazônia’ dizendo que em seu estado natal, farra do boi é uma brincadeira. Isso depende do ponto de vista! Para o boi, a farra é um horror. Afinal, ele é trucidado por uma turba de humanos ensandecida.

Tensão

Qua, 01/07/09 por joannagreenpeace | categoria Uncategorized

É de arrepiar! Daniel Azeredo, do Ministério Público Federal do Pará, apresentou uma estatística que mostra que a soma de todos os títulos de posse e propriedade que circulam no estado ultrapassam, em extensão, o seu tamanho!

Enquanto isso em Belém…

Depois de audiência de hoje, nossa equipe vai para Belém participar de uma outra, convocada pela Comissão de Agricultura. Há rumores de que representantes do setor pecuária estariam preparando manifestações violentas, por isso o senador Valter Pereira (PMDB-MS), presidente da Comissão, entrou em contato com a polícia federal para garantir a segurança dos convidados, entre eles o Greenpeace. A resposta da PF, no entanto, foi que não tem efetivo para isso em Belém e que o senador deveria procurar o governo do estado. Procurada por Pereira, a governadora Ana Julia Carepa (PT), até agora, não deu retorno aos seus apelos. Os pecuaristas do Pará prometem cercar a Assembléia Legislativa, local da audiência.


Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade